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As lajes são elementos estruturais que estão presentes em quase todas as edificações no Brasil.

Elas têm a função estrutural de receber as cargas permanentes e acidentais, e repassar esses esforços para as vigas e pilares.

São elementos com grande área, e é necessário todo o cuidado – desde a fase de dimensionamento, projeto e posteriormente durante a execução – para garantir que a laje tenha um bom desempenho e atue com segurança durante os anos.

Contudo, os cuidados com a laje não devem parar depois da fase de execução.
Uma vez pronta, existem vários problemas que podem acontecer, como flechas, sobrecarga, recalques e movimentações em geral que geram fissuras, vibrações, além dos fenômenos naturais, enfim, uma infinidade de situações que são perigosas.

E um dos maiores inimigos dos elementos estruturais, e em especial da laje, é a infiltração.

As lajes são mais vulneráveis à infiltração por serem elementos com maior superfície, e também em muitos casos estão expostas de maneira direta à umidade, como nas lajes de coberturas e estacionamentos onde estão expostas à chuva e vento.
Portanto é imprescindível a impermeabilização bem feita, garantindo assim que a laje não sofra infiltrações.

As falhas no sistema de impermeabilização das lajes podem causar problemas menores como manchas, bolor, descascamento de revestimentos e pintura, mas também podem trazer riscos sérios ao desempenho da laje e de suas funções estruturais, comprometendo a segurança da edificação.

Impermeabilização em lajes expostas

As lajes de cobertura, estacionamentos, áreas livres em geral são chamadas de lajes expostas, e recebem diretamente a água da chuva.

Logicamente, como o concreto não é um material 100% impermeável, é preciso aplicar um sistema de impermeabilização para proteger essa laje. Dessa forma, o concreto e a armadura ficam protegidos.

Porém, outros fatores inerentes às lajes expostas podem passar despercebidos.

Nesse tipo de caso, a laje não está exposta somente à chuva, mas também a ventos, tráfego intenso de pessoas e veículos, e mais importante: ao sol e às variações de temperatura.

Todos esses fenômenos geram movimentações na estrutura e consequentemente geram fissuras e rachaduras que podem causar falhas no sistema de impermeabilização. As trincas são porta de entrada para umidade.

É importante lembrar, também, que no Brasil há uma grande amplitude térmica quando comparamos as diferentes regiões.

Às vezes até mesmo na mesma região ou na mesma cidade, a variação de temperatura em diferentes partes do dia é grande.

Isso significa intensa movimentação de dilatação e contração da laje, e assim fissuras, rachaduras e trincas. Esse cenário favorece as infiltrações.

 

Vantagens da laje impermeabilizada em relação ao telhado

A laje impermeabilizada de maneira correta pode ser uma alternativa para cobertura, substituindo o telhado convencional.

A princípio, uma vantagem é o fato de o telhado pode voar com ventos fortes, e aliás, é bastante comum isso acontecer quando chove e venta muito forte. Com as telhas convencionais de barro, o problema acontece com maior frequência.

No caso de edifícios, a laje de cobertura impermeabilizada é uma opção para áreas de lazer e convivência.

Essa é uma solução que tem sido muito adotada em grandes cidades, onde há maior valorização do preço dos terrenos, e nem sempre é possível construir em grandes áreas.

E quando se trata de casas, é muito comum haver problemas no telhado. Eventualmente, as goteiras aparecem, seja por falha na execução, por escolha de materiais de má qualidade ou mesmo pelo desgaste natural do tempo.

Uma ideia a se pensar é: uma vez que é preciso fazer uma intervenção maior no telhado, por que não pensar em impermeabilizar a laje e eliminar o telhado?

 

Como fazer a impermeabilização na laje?

 

Existem várias maneiras e métodos para fazer a impermeabilização da laje, e aqui, veremos como funcionam alguns dos métodos mais utilizados no Brasil.

Há empresas que se utilizam de métodos específicos para o sistema de impermeabilização e também existem as soluções do tipo “faça você mesmo”.

 

Impermeabilização: antes ou depois do contra-piso?

Existe a possibilidade de se fazer a impermeabilização da laje nas duas ocasiões.

O que é preciso saber primeiro é se o sistema escolhido pode estar exposto ou se é recomendado que seja protegido por algum tipo de revestimento, como o contrapiso por exemplo.

 

Um exemplo de sistema de impermeabilização que não deve ficar exposto é o tipo de manta asfáltica mais utilizado no Brasil, que não tem proteção mecânica.

Dessa forma, depois da aplicação do material, é feito o contrapiso.

Como impermeabilizar juntas de dilatação?

As juntas de dilatação são aberturas ou espaços na estrutura previstas para absorver e amenizar os efeitos causados pela variação volumétrica da estrutura.

 

O uso de juntas nas edificações é descrito por norma, e há uma ocorrência maior quanto mais horizontal é a edificação.

As juntas também atuam amortecendo eventuais movimentos ocasionados por vibrações e movimentações específicas de cada elemento.

 

Para que as juntas cumpram a sua função, é importante que a água e outros elementos prejudiciais não penetrem nas aberturas.

Ao mesmo tempo, por ser um lugar de movimentação intensa, o sistema de impermeabilização fica mais vulnerável.

Portanto, é preciso selar as juntas com materiais elásticos e resistentes, e fazer a manutenção preventiva para garantir que não haja problemas. Um exemplo de selante de juntas de dilatação é o poliuretano.

 

Alguns sistemas de impermeabilização (o poliéster flexível e a solução em silicone são exemplos), quando aplicados, já preveem a impermeabilização das juntas de dilatação da laje, para que a infiltração cesse completamente.

Em outros sistemas, menos flexíveis, as juntas podem ser um problema se não receberem a atenção necessária.

 

Por que não fazer você mesmo?

Em algumas ocasiões, a opção por sistemas do tipo “faça você mesmo” pode parecer uma boa saída. Porém, é preciso tomar cuidado com esse tipo de alternativa, pois é a que normalmente mais apresenta problemas no curto e médio prazo.

 

Existem no mercado opções de impermeabilização que são mais viáveis economicamente.

E essas opções costumam ser a escolha quando a obra é menor e mais simples e, consequentemente, se tem a impressão de que a impermeabilização pode ser mais simples.

Porém, os próprios fabricantes não oferecem a garantia do sistema e, como é feito pelo próprio usuário, sem mão-de-obra especializada, os riscos de falhas de execução aumentam ainda mais.

 

Na prática, o que mais acontece é o sistema apresentar falhas e não ser capaz de reter a umidade, causando problemas de infiltração.

E quando isso acontece, o processo de retirar o sistema falho para aplicação de um novo e eficaz fica mais complicado, gerando mais transtornos, dores de cabeça e gastos.

 

Tipos de impermeabilização de lajes

Existem diversos tipos de impermeabilização que são usualmente aplicadas em lajes. Os mais comuns são: manta asfáltica, poliureia, “faça você mesmo” (soluções prontas em baldes) e o poliéster flexível.

 

Veja explicações mais detalhadas sobre cada tipo de impermeabilização de lajes:

 

Impermeabilização com manta asfáltica

 

A manta asfáltica é um dos sistemas de impermeabilização mais utilizados no Brasil.

 

É feita com material asfáltico modificado, armado com materiais diversos – sendo os mais comuns o filme polietileno, borracha, poliéster, e fibras de vidro.

O sistema com a manta asfáltica é normalmente feito durante o período da obra, e a garantia oferecida varia conforme a empresa que aplica o sistema.

 

O que isso significa? Que a empresa que fabrica os rolos de manta asfáltica dá a garantia para defeitos de fabricação (e não de instalação).

Portanto, a garantia contra infiltrações é fornecida pelo aplicador. Por este motivo, você deve certificar-se que a empresa contratada terá condições de arcar com os custos da garantia, se o serviço for mal feito (pode ser necessário quebrar piso e contrapiso, arrancar a manta asfáltica mal aplicada, aplicar novamente, fazer novo contrapiso e colocar novo piso).

E lembre-se sempre: garantia válida é aquela que pode ser honrada.

 

Principais características: Sistema flexível, largamente utilizado, facilmente encontrado no mercado. Deve-se ter muito cuidado na aplicação, principalmente com a presença de juntas (que são pontos críticos e merecem atenção redobrada). A mão-de-obra precisa ser especializada. A garantia e a qualidade final do sistema de impermeabilização dependem diretamente do aplicador contratado.

 

Impermeabilização com poliureia

As membranas de poliureia impermeabilizantes com dois componentes (resina e isocianato) apresentam resistência à abrasão química e à hidrólise.

 

São indicadas para situações onde o ambiente é agressivo e sujeito a ataques químicos, abrasão e contato direto com a água como reservatórios, lajes, pisos industriais, arquibancadas de estádio.

 

Principais características: Sistema monolítico, com alta resistência à abrasão, ataques químicos, e indicada para ambientes nocivos à estrutura. Aplicação complexa que acaba gerando riscos de falhas, já que há dificuldade de encontrar mão-de-obra especializada. Não permite acabamento personalizado.

 

Injeção química na laje

 

Os sistemas de impermeabilização por injeção são indicados para reparos de vazamentos que causam infiltração.

Funcionam a partir de injeções sob pressão de um gel impermeabilizante que pode tanto reparar o sistema danificado quanto criar uma nova camada de impermeabilização.

 

Propõe restaurar diretamente os pontos críticos de falha e vazamentos.

 

Principais características: Evita intervenções e grandes reformas, age diretamente no local da infiltração, pode ser aplicado tanto pelo chão quanto pelo teto no caso de lajes. No entanto, não é possível a injeção diretamente no concreto, sendo indicado apenas para reparar outros sistemas de impermeabilização. Não pode ficar exposto, e pode não servir para todos os tipos de laje.

 

Impermeabilização “Faça você mesmo”

Os sistemas do tipo “Faça Você Mesmo” são geralmente vendidos em baldes, prontos para a aplicação.

 

Como o próprio nome diz são alternativas mais simples, que podem ser aplicadas de maneira fácil e rápida, seguindo as instruções do fabricante.

É uma alternativa com a qual se deve ter cuidado, pois se for aplicada pelo próprio usuário não há garantia que o sistema vai funcionar no médio e longo prazo.

Com isso podem ocorrer problemas de infiltração e consequentemente a necessidade de uma intervenção ou reforma para refazer o sistema de impermeabilização.

 

Principais características: Solução mais rápida e prática, economicamente atrativo. Não há garantia para aplicação pelo usuário, e se não for utilizada mão-de-obra especializada há grande chance de falhas no futuro.

 

Impermeabilização com acrílico (emulsão acrílica)

Resultado de uma emulsão de polímeros acrílicos termoplásticos em meio aquoso.

São feitas demãos com o produto intervalados com algum estruturante, como por exemplo, véu de poliéster.

Em linhas gerais, é uma solução para áreas expostas, onde não será feito nenhum tipo de revestimento, sem tráfego de pessoas ou veículos.

 

Principais características: Indicado para áreas de difícil acesso e relativamente fácil de encontrar. São necessárias várias camadas do produto para chegar a uma espessura adequada. No geral, não resiste à lâmina d’água (ocorrendo reações que comprometem o sistema, formando novamente uma emulsão que não garante a impermeabilidade).

 

 

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