TIPOS DE MANTA ASFALTICA E APLICAÇÕES.

A manta asfáltica um dos métodos de impermeabilização mais utilizados no Brasil. É um sistema de impermeabilização flexível, industrializado e pré-fabricado. Mas você sabia que nem toda manta asfáltica é igual? Acompanhe.


O que é a manta asfáltica?

Um dos sistemas de impermeabilização mais difundidos no Brasil, a manta asfáltica é feita com material asfáltico modificado (adicionado de elastômeros, plastômeros ou polímeros para garantir maior durabilidade e elasticidade), armado com materiais diversos, sendo os mais comuns o filme polietileno, borracha, poliéster e fibras de vidro.

Cada um desses materiais estruturantes possui características próprias, podendo conferir à manta asfáltica maior resistência à perfuração, ou menor custo, ou maior resistência ao puncionamento, entre outras características.

 

Do mesmo modo, os polímeros adicionados ao asfalto, que garantem o desempenho da manta asfáltica, também conferem ao produto características singulares, com alguns oferecendo maior resistência aos raios UV, enquanto outros oferecem maior elasticidade e resistência à fadiga.

 

Sendo assim, a especificação correta da manta asfáltica para cada área é fundamental para o sucesso do sistema de impermeabilização.

 

Apresentação

A manta asfáltica é fabricada por diversos fornecedores e comercializada em rolos, geralmente com 1m de largura e 10m de comprimento, tendo espessura variável (conforme especificação) de 3 a 5 mm.

 

Suas características de peso, espessura, alongamento e resistência são pré-definidas durante a fabricação.

 

Aplicação

A aplicação da manta asfáltica é feita por empresas dos mais variados portes – muitas construtoras utilizam mão-de-obra própria para realizar a impermeabilização, por exemplo, ao mesmo tempo em que existem pequenas empresas que também utilizam o sistema.

 

Essa é uma das partes mais críticas no que diz respeito ao risco de falhas na impermeabilização. Por isso, todo cuidado é pouco ao escolher a empresa para realizar este serviço, que deve ser especializada e qualificada.

 

No geral, as recomendações quanto à aplicação são fornecidas pelos fabricantes. Deve haver sobreposição de mantas de, no mínimo, 10 cm para evitar falhas, por exemplo.

Ralos, juntas de dilatação e encontros com planos verticais (como canos emergentes, por exemplo) devem receber atenção especial, pois são pontos críticos – e apontados por diversos autores como causas de defeitos nos sistemas de impermeabilização.

 

Tipos de manta asfáltica

Existem no mercado mantas asfálticas com as mais diversas características, variando o tipo de aditivo utilizado no asfalto, o reforço (estruturante interno) escolhido, a espessura, as resistências e os acabamentos superficiais.

 

Os tipos mais comuns são:

 

Manta asfáltica aderida

É um dos métodos mais comuns de aplicação da manta asfáltica, e pode ser feita de duas formas: aderência com asfalto ou aderência com maçarico.

 

No primeiro caso, a manta asfáltica é colada à superfície com uso de asfalto aquecido.

 

Já quando é aplicada com uso de maçarico, faz-se o direcionamento da chama de forma a aquecer o substrato e a face de aderência da manta para que se colem. No entanto, no uso da chama “deve haver cuidado para que a intensidade não danifique a manta asfáltica (diminuição da espessura) e proporcione a adequada aderência da manta ao substrato” (OLIVEIRA, 2015, p. 35). Caso ocorram danos, e estes não sejam reparados, a impermeabilização pode ser comprometida.

 

Manta asfáltica flutuante

Neste sistema a manta é completamente desligada do substrato, e é aplicada de forma a envelopar a estrutura, sem aderir à base.

 

Segundo Rocha (2016, p. 44), que cita diversos autores, há controvérsias sobre este sistema. Para Cunha e Neumann (1979, p. 29-30, apud ROCHA, 2016, p. 44), “os opositores do sistema não aderido muitas vezes o condenam pelo fato de nele ser difícil a localização de eventuais pontos de infiltração. Porém, as mantas no sistema aderido não são isentas de problemas na identificação de pontos de entrada de água, pois quando são aderidas a uma camada de argamassa regularizadora, geralmente não formam um corpo monolítico com a laje. A água pode infiltrar entre a argamassa e o concreto da estrutura, e assim o ponto de problema de estanqueidade não coincide com o ponto de entrada da água”.

Locais de aplicação: superfícies planas e que sofrem grandes deformações (ROCHA, 2016, p. 44).

 

Manta aluminizada

Também conhecida como manta alumínio, esta manta é considerada autoprotegida. Possui uma lâmina de alumínio na face superior, e é utilizada como acabamento final em áreas sem trânsito.

 

Existem versões que devem ser aderidas com asfalto ou maçarico e também versões autocolantes (adesivas).

Locais de aplicação: “calhas, viga-calha, telhado, abóboda, marquise, beiral” (OLIVEIRA, 2015, p. 36).

 

Manta ardosiada

Possuem camada de autoproteção na face superior formada por grânulos de agregado mineral (ardósia), não requerendo proteção mecânica.

São utilizadas como acabamento final em coberturas não transitáveis.

Locais de aplicação: “áreas de cobertura com inclinações não superiores a 30%, tais como: cúpulas, abóbadas, etc. É recomendada para estruturas de pequenas deformações” (MORAES, 2002, p. 24).

 

Os custos da manta asfáltica não são baseados somente no custo do rolo no varejo, já que dependem de outros fatores, como a mão-de-obra de aplicação e aplicação de proteção mecânica (quando necessário). Em caso de reformas, podem depender também da mão-de-obra para remoção do piso, proteção mecânica e sistema antigo e seu descarte.

 

A este respeito, Moraes (2002, p. 34-35) destaca que “Porcello (1998) diz que o custo de uma impermeabilização na construção civil gira em torno de 1% a 3% do custo total da obra. Entretanto, este valor pode variar entre 5% e 10% quando a impermeabilização não atender o seu objetivo, apresentando defeitos.

Segundo a Associação Sul Brasileira de Impermeabilização (ASBI/RS) o custo por metro quadrado (material e mão-de-obra) para aplicação de uma manta asfáltica gira em torno de 6% do Custo Unitário Básico (CUB/RS)”.

 

Durabilidade: Quanto tempo dura uma impermeabilização com manta asfáltica?

 

A durabilidade da impermeabilização com manta asfáltica depende de diversos fatores:

 

  • Projeto de impermeabilização: infelizmente, o projeto ainda é negligenciado por muitas construtoras – mas é muito importante para a especificação do material correto a ser utilizado em cada área;

 

  • Especificação adequada dos materiais: é essencial que o tipo de manta asfáltica especificado para o uso seja adequado à área, apresentando as resistências necessárias para garantir que não surjam infiltrações;

 

  • Dimensionamento do sistema de escoamento da laje: na fase de construção, é importante que o sistema de escoamento seja bem planejado para que não comprometa a impermeabilização;

 

  • Aplicação com mão-de-obra qualificada: apesar de ser um sistema relativamente simples, a manta asfáltica tem diversas particularidades (principalmente no que diz respeito ao cuidado com pontos críticos como ralos, rodapés e desníveis, por exemplo) que precisam ser respeitadas pelos aplicadores, para que não hajam defeitos que comprometam a durabilidade da impermeabilização;

 

  • Manutenção adequada: mesmo com todo o planejamento e aplicação sendo executados da forma correta, é preciso ter cuidado com a manutenção da impermeabilização – colocar peso em excesso sobre a impermeabilização que não tenha sido especificada para isso pode causar falhas, assim como perfurações da impermeabilização na instalação de antenas, por exemplo, podem danificar o sistema, de acordo com Moraes (2002, p. 39).

 

Respeitando todos estes aspectos, a durabilidade projetada pelos fabricantes pode ser alcançada.

 

Moraes (2002, p. 30) destaca que “durabilidade caracteriza a propriedade dos Sistemas de Impermeabilização de apresentarem performances satisfatórias; ou seja, estanqueidade total num intervalo de tempo, variando de 5 a 10 anos, conforme o sistema adotado, tipo e localização da obra, custos de execução, etc. Conforme experiência prática na construção civil no Brasil, um Sistema de Impermeabilização com duração de 20 anos, é considerado de notável longevidade”.

 

E se ocorrerem falhas?

Se algum ponto for negligenciado, podem ocorrer falhas na impermeabilização.

 

Nestes casos, destaca Moraes (2002, p. 36) que “promover a reexecução total da impermeabilização existente é uma forma de solução dos problemas porque os reparos localizados em impermeabilização são frequentes e reconhecidos como procedimentos fracassados”.

O autor sugere que sejam seguidas as seguintes etapas:

 

a) Demolição do piso existente;

b) Remoção da proteção mecânica existente;

c) Retirada e transporte do entulho gerado;

d) Remoção da impermeabilização antiga;

e) Reconstituição da regularização;

f) Aplicação de nova impermeabilização;

g) Colocação de camada separadora;

h) Proteção mecânica;

i) Colocação de novo piso;

j) Reconstituição do “lay out”;

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